sexta-feira, 26 de junho de 2015

CONTINUIDADE OU REPETIÇÃO? QUAL O SEU NEGÓCIO?


Ambas oriundas do Latim estas palavras, para algumas pessoas, parece possuir o mesmo significado. No entanto, trazem informações bem diferentes e quero explicar através delas o que acontece no mercado que, para alguns está gerando muito sucesso nas vendas e para outros uma grande massa de trabalho e custos. 

Continuidade: do Lat. Continuitate; s.f.,qualidade do que é contínuo; ligação não interrompida das partes de um todo; seqüência. (Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx). 

Repetição: do Lat. Repetitione; s.f., acto ou efeito de repetir; reprodução da matéria já dada; renovação; sabatina. (Fonte: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx). 

Notemos que no significado da palavra Continuidade traz como primeiro conceito a “qualidade”. Vemos no mercado algumas empresas empreenderem esforços para manterem seus clientes, dando-os muita atenção e cuidando de seu relacionamento. Geralmente são empresas que optam, dentro de seu planejamento estratégico, por conduzirem suas ações no prisma da intimidade com o cliente. São empresas que possuem canais de comunicações expressos com seus consumidores, os têm como o maior bem em seus ativos. O processo de compra e venda chega a ter, em algumas situações, uma personalização, não do produto, pois isso nos remeteria a uma outra estratégia, mas do modelo de atendimento, da forma como o cliente é tratado, como se fosse o único. 

A Repetição pode se tornar onerosa, mecânica, e impessoal. Algumas empresas adotam, em seu planejamento, a estratégia da excelência operacional, que visa reduzir custos, transformando esta redução em melhores possibilidades de lucro. No entanto, ainda vemos muitas empresas inábeis nesta técnica. Na tentativa, algumas vezes desesperada, de reduzir os custos de sua operação, as organizações qualificam todos os setores da mesma forma e aí gera sacrifícios onde deveria ter ampliações. Este modelo, quando mal projetado, gera uma mecanicidade nos processos que passam a produzir meras cópias sem nenhum grau de criatividade e renovação, itens que o mercado exige de qualquer negócio, independente do ramo de atuação. 

Assistimos no varejo uma extraordinária e imensa cadeia de Repetição. Tal fenômeno se dá desde a prospecção comercial em mídias até o funcionamento do ponto de venda. O cliente é obrigado a participar deste processo repetitivo de abordagem e atendimento que às vezes até chega a confundir em que loja de fato ele achou o produto mais barato. Pois graças a Repetição é isso que a maioria das pessoas busca no mercado, o preço mais barato. 

Acredito que a Repetição é um método muito arriscado de se praticar. A falta de relacionamento, a impessoalidade e o tratamento igual a todos, obriga estas empresas a estarem condenadas a repetir promoções, liquidações, ofertas imperdíveis, queima de estoque, semana disso e daquilo, todos os meses até o fim de suas vidas. Isto porque o cliente não se atraí por mais nada a não ser por isso. Sendo assim, estabelece-se a cultura e, existe quem chame de estratégia do menor preço. 

O processo de Continuidade é mais especifico neste aspecto. Os clientes muitas vezes, não vão comprar, vão tomar aquele café que somente sua loja oferece, vão conversar com seu consultor (de vendas), vão saber das novidades, entre uma dessas coisas ou outras, acabam levando algo ou se orgulham de levar um amigo para verificar o porque gosta tanto daquele ambiente. 

A Continuidade se aplica de forma irremediável às empresas que prestam serviço. Neste ramo de negócio, será sofrível tentar vender num processo de Repetição. Pois o serviço, por si só, automaticamente remete à Continuidade. Imagine uma faculdade, uma escola, uma academia, onde você é super bem recebido apenas no primeiro contato, no ato da matrícula, e depois disso você se torna mais um. Você comprou um contrato de tempo e esse tempo, conforme a relatividade, vai demorar, vai custar, vai doer muito a passar. A Continuidade em seu significado diz que é a ligação não interrompida das partes de um todo. A organização é uma dessas partes e o cliente a outra. Para trabalhar com serviços, é preciso mirar no relacionamento. 

Para empresas de Repetição, isso se torna, num conceito bem distorcido, impraticável, pois o que importa é gritar e bem alto: - O próximo, por favor! E se repete isso dias, meses, anos inteiros, assim como se repete o turn-over destas empresas, as reclamações nos órgão de defesa do consumidor, as reclamações trabalhistas e a corrida desesperada para pagar um amontoado de contas de mídias que por mais que lotem os PDVs (um dia ou outro) faz com que esta roda viva nunca pare. 

O engraçado de tudo isso é que, alguns “especialistas” na área, chegam a dizer que a Repetição está voltada às classes C, D e E assim como a Continuidade está para as classes A e B. No entanto, o que estes “especialistas” não enxergam é que tratamento pessoal é relacionamento e isso independe de classe. Somos um país em plena expansão e precisamos adotar modelos que garantam a lembrança de nossas marcas quando as pessoas tiverem ascensão social. Vemos noticias todos os dias de que está havendo uma diminuição do empobrecimento e que há um aumento da classe média, de que o poder de compra do brasileiro nunca foi tão expressivo quanto agora, então isso me faz dizer que estes “especialistas” estão subestimando essa virada econômica e cultural. É preciso quebrar o paradigma de que, atendimento de alto nível é sinônimo de preço alto ou de personalização de produto (precisamos personalizar o atendimento, o produto pode ser de escala). 

A Repetição está para o mercado como o desmatamento na Amazônia, fadada a esgotar a fonte. Assim como a Continuidade, no mercado, está como a religião, é um dogma, quem acredita não precisa ver para crer, quem se relaciona não precisa explicar preço. 

Não posso, ser radical e afirmar que o método da Repetição seja totalmente falível, mas que ela se remeta apenas à forma de comunicar, de atrair, de gerar fluxo, que dentro de casa saibamos aproveitar isso e gerar relacionamentos que nos tragam de volta estes clientes, que eles continuem comprando e melhor ainda, nos indicando, a novos compradores. 

Podemos transformar a Repetição em Continuidade. Isso ocorrerá quando corrigirmos e inovarmos as ações anteriores. Há uma máxima de mercado que, todos conhecemos, um cliente novo é sempre mais caro que um atual. Está é a diferença básica, trivial, entre Continuidade e Repetição. 

Gere relacionamentos mantenha continuamente o foco no cliente, e lembre-se: - Vencerão as empresas que investirem naquele que produz e consume: O Homem!

Autor: Glauberto Laderlac
Publicado em : FAST JOB

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CUIDADO,VOCÊ PODE SER O ALVO!


Sempre há alguém querendo sua cadeira. 

Já treinei muitas pessoas. Algumas delas, inclusive, selecionei e contratei. Como líderes estamos propensos a sermos copiados, invejados, idolatrados, alguns são temidos, e o interessantes é que sejamos respeitados. Que nossa trajetória seja aquela história que percorre as conversas de fim de campanha e melhor ainda, é se isso for regado, de elogios e admirações.

Em várias situações me deparei com ouvintes, alunos ou treinandos, com perguntas desafiadoras, teste de conhecimento, medições de proficiência, e até com comportamento de desdém sobre o que eu falava. Como palestrante, professor e facilitador (as diferenças ficam para outro momento), minha postura é adequar meu modelo mental para o cumprimento do objetivo do assunto, respeitar o conteúdo e manter a disciplina. Não ter como ofensa pessoal e entender que não é para a minha pessoa, aquele ataque, mas para a minha representabilidade naquele momento, pois estou sendo tudo o que o “agressor” gostaria de ser, apenas isso.


Tudo isso é muito normal, pois somos humanos, e sentirmos, ciúmes de quem tem algo um pouco a mais do que nós, ou está onde queríamos estar, desde que, se mesmo com esse sentimento, haja respeito, cordialidade, ética e educação, mas quando transformamos esse ciúme em ações que denigrem, agridem ou mentem a respeito do outro, é bom termos cuidado, pois podemos está sofrendo do mal do “porque não eu”?

Todos nós conhecemos alguém assim. Ou estão se lamentando, ou estão falando mal de alguém. E quando chegam ao final do dia os cônjuges além de enxugarem as lágrimas são obrigados a buscar respostas para perguntas sem resposta: - “Mas, porque não eu”? - “O que ele(a) tem que não tenho”? - “Quem ele(a) penda que é”?

Para algumas pessoas isto se torna mais grave quando as demais ao seu redor, notam e afirmam que a competição está se tornando algo pessoal. O primeiro passo é negar, o segundo é tentar corrigir ou criticar qualquer atitude do outro, depois disso começa-se a copiar. O competidor faz coisas que geram comparativos ou igualdade de posição. Por exemplo: com certeza, alguns de vocês, após publicarem seus artigos, tiveram a surpresa de ver artigos, do seu colega competidor, uma coisa que, o mesmo, até então, nunca tinha feito ou demonstrava vontade de fazer. Há para as pessoas que estão sofrendo do mal do “porque não eu”? a necessidade de mostrar para os demais que, ele é tão capaz quanto o outro. E podem até ser, mas ainda não aprenderam a mostrar seu valor com idéias próprias ou originais.

São pessoas que perdem muito tempo olhando pela janela para dá conta da cor feia da porta alheia, enquanto a sua permanece desbotada ou sem nenhuma cor. Não são pessoas más, apenas ainda não descobriram qual é o seu talento nato. Acreditam que podem fazer tudo o que outro faz e ainda melhorarem, mas quando a elas pedimos que tragam algo próprio ou original, sempre terão que recorrer ao ego e se sentirem enciumadas, pois só o fato de serem cobradas por algo original já os remete ao comparativo com o outro que freqüentemente já tem isso como tarefa cotidiana.

Todos nós somos capazes de termos grandes idéias. Precisamos, para isso, apenas nos concentrar em nós mesmos. Entender o que nos motiva e nos faz feliz. E deixar de querer viver a felicidade do outro.

O mundo globalizado e competitivo nos obriga a estarmos numa roda viva de conflitos pessoais e profissionais constantemente. É necessário termos serenidade e muito discernimento para não nos influenciarmos por pessoas que sofrem do mal do “porque não eu”?

Em 19 anos de mercado já vi várias vezes tombos horríveis de pessoas que tiveram seus tapetes, cadeiras, e alicerces puxados. E ao mesmo tempo, vi voar, sentar, e se assegurar do que era do outro, pessoas medíocres que não conseguiram se estabelecer no lugar que tomaram por assalto. Situações estas que podem gerar graves prejuízos organizacionais, desde a queda de imagem até mesmo de lucros.

São pessoas que fazem da inveja seu objetivo e que se limitam a copiar ou a viver a sombra dos demais, tirando proveito de suas atitudes e palavras, jogando-as umas contra as outras e cavando uma cova em que geralmente, elas mesmas costumam cair. São pessoas que parecem está ganhando sempre. Mas são solitárias, egoístas e pobres de espírito. São pessoas carentes. Crianças que ainda não largaram a mamadeira e não possuem força suficiente para criarem seu próprio ambiente, sua própria estrada, então precisam do feito alheio para sobreviverem, a ciência chama isso de parasitismo.

Eu chamo isso de responsabilidade. È dever do líder notar quem são essas pessoas, e porque as são. Cabe ao pastor conduzir seu rebanho e vigiar se entre eles há lobos em pele de cordeiro. Escutar com cuidado cada ruído e decifrar cada entrelinha da história de cada uma dessas peças deste jogo de xadrez chamado mercado.

É missão do líder ajudá-las. Não podemos negar a essas pessoas o melhor que possuímos, o conhecimento. Quanto mais disseminarmos nosso conhecimento, mais estaremos ajudando- as a pensarem, a exercitarem idéias, pois delas surgirão algo próprio e original que dará a essas pessoas uma auto-estima segura e enraizada nos seus próprios conceitos, e as afastarão da necessidade de viverem à sombra de outrem.

São pessoas de suma importância, pois geralmente, são estrategistas natos. Possuem uma capacidade de realização incrível, podem influenciar o meio e os demais, conseguem ser articulados, com boa fala e fluência, políticos naturais, são obstinados, mas não são seguros, não possuem em si mesmos, fortaleza necessária para criar seus próprios projetos e por isso tendem a se apropriar do que é alheio. Todos estes atributos devem ser canalizados para que a sinergia seja em prol do coletivo. Cabe ao Líder ser o objeto de canalização desses aspectos, direcionando-os aos macros objetivos da organização e do meio que os cercam.

Não é uma tarefa muito fácil, pois exige do gestor muita experiência e certo poder de “exorcismo”, porque será o lugar do gestor que esta pessoa sempre buscará. É cabível ao líder mostrar que sua cadeira estará sempre à disposição de alguém melhor, de alguém que possa apresentar idéias e projetos superiores aos até então praticados. Se o gestor for alguém com muita bagagem transformará o competidor em um aliado e fará dele seu fiel escudeiro e dará a ele plenas condições de substituí-lo, pois como bom gestor, também é merecedor de uma promoção e sempre existirá uma cadeira acima, qual se almeja.

No entanto, quando o líder, perde seu poder de vigilância e ou confia demasiadamente e erroneamente, isso lhe custa a cadeira e o emprego. É preciso ser comedido, medir o peso das informações que repassa e analisar as circunstâncias que o cerca. Dar ao escudeiro, ao confidente, informações demasiadas pode custar muito caro. Além, de muitos outros, é papel do líder saber a quem, onde e o que fala, pois muito do dizemos, geralmente, é usado contra nós mesmo.

Cabe ao líder a responsabilidade da permanência ou da ascendência de seu competidor, mas jamais caberá ao competidor a responsabilidade da derrota alheia, e sim o mérito de sua vitória.

O mais mágico de tudo isso é que somente pessoas geram este tipo de dilema, são variáveis que somente a mais perfeita criação de Deus é capaz de criar. Por isso, não podemos esquecer que tudo gira em torno de quem produz e consume: O homem!

Autor: Glauberto Laderlac

Publicado em : FAST JOB

DÚVIDAS SOBRE SER LOUCO


Acendeste em mim: o quem sabe
Não o que se pode ser
Nem imagino o que quero querer
Mas tuas palavras inflamaram meu coração


Abriste em mim um sonho
Quem sabe uma ilusão
Algo incômodo, uma tentação
Deixaste em minha mente um gosto

É doce e faz me faz salivar
É inconstante e me faz delirar
Como agora esvazio este devaneio?

Voarei longe agarrado a esta quimera
Ficarei cego pensando na espera
Calarei meus ouvidos para abandar meu anseio

Contudo, conto, espero e preciso...
Do teu segredo
Do teu silêncio
Do teu alento

Pois a minha loucura
É não saber se é a mesma da tua

Autor: Glauberto Laderlac

ALÉM MAR



Nada na vida me pertence tão pouco quanto teu olhar
De nada vale viver sem tê-lo
De nada quero saber sem vê-lo
Espelho, certeiro desejo em meu coração

De plumas ao vento, leve são asas do amor
Pobres são as dores dos que amam
Pobres são as cores do meu coração

ah, quanta alegria existe, além do mar
Quanta tristeza é vê-la nas ondas a me deixar
Noutro porto noturno de amor

Amor de primavera, com flores e cheiros,
Que acaba no outono quando as folhas caem
Amor de sábados sem amanhecer de domingos
Sem esperanças de segundas ou outras intenções

Nada vale a vida do homem que morre sem amar
Nada vale a vida do homem que vive amando
Pois este o matará
Ou de banzo ou de cólera ou de lágrimas a derramar pela alegria

Além mar que jamais será sua, senão do vento, da praia, da cor do pecado,
Que apenas há de tocar, mas nunca possuir

Autor: Gluaberto Laderlac

AMOR DE BOÊMIO



Morro a cada hora que amanheço, choro a cada hora que poço, perco a cada minuto um pouco de quase nada, um troco de mendigo, um sopro numa gota d'água.

Calado, sinto minha alma pedir colo...
Num copo o meu rosto, num cinzeiro meus dedos, num corpo qualquer o teu cheiro.

Serás para ele tudo o que fostes comigo? Já não quero saber. Bebo tuas mágoas num licor envenenado pelas minhas

Onde estará minha vida, porque crescestes tanto? Não cabes mais em mim.
Será que saberia cantar meu nome sem antes chamar pelo teu?
Talvez seja seu este lugar, que espera tua volta, que se alegra com tua glória, que sonha com teu olhar.

Sou agora tudo o que sempre quisestes: menino, calmo e frio(morto). Me desespero: a noite teu nome grito;  não me ouves: prefiro. E quando voltares tua janta estará feita e tua cama arrumada, espero ver-te com sorriso de boca borrada, chamar-me de teu homem, apesar de nada.

Autor: Glauberto Laderlac