domingo, 27 de setembro de 2015

CURSO DO TEATRO PARA O MERCADO




Conteúdo Programático:

- Conceito básico e História do teatro;
- Desinibição e oratória;
- Impostação de voz;
- Relaxamento e Concentração;
- Interpretação de texto;
- Preenchimento de espaço com foco no Posicionamento comportamental e corporal;
- Abordar as técnicas teatrais como auxílio as situações de mercado.
- Dinâmicas com Paralelos situacionais entre o lúdico e o mercado;
- Abordagens pedagógicas;
- Condução de diálogo, reuniões e feed-back;
- Simulações (esquetes) para estudo de casos de mercado




quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PERDIDO


De tudo que perdi, nada de fato me pertencia
Toda a posse que me davam, agora me sentencia
Me resta o calor do sol sobre minha cabeça
E a luz a ofuscar minha visão que nada ver
É saber que desta água nunca mais vou beber
E que nesta sala não ocupo mais a cabeceira
Cada um segue pra onde for
Sendo que em meu, cada, só fica a dor
O lamento de não ter sido amor
O murmúrio deste silêncio desolador
Caio-me novamente nesta estradaOnde a poeira cega-me
E a vontade de partir me entrega à cessar-me
E o querer ficar me estraga

Saio assobiando a cantiga de um mudo
Alumiando a visão, tão quão a um cego
Sinto que tudo que fiz foi incerto
E o que me resta não está nesse mundo
Comerei minhas caladas palavras num banquete sórdido
E beberei minhas besteiras até me inebriar
Engolirei minhas dores mais do que minhas vontades
E como um bicho sem dono passarei a noite uivando teu nome
Ah lamento que lateja
Ah sombra que escurece
Ah dor que peleja
Ah amor que emudece
Então vá
Eu fico, não tenho forças pra andar
Então fique
Eu saio, não tenho sorrisos pra te arrancar

Autor: Glauberto Laderlac – Ago/15

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A EXCELÊNCIA



A palavra Excelência é oriunda do Latim (excellentia) significa superioridade de qualidade; especialidade; primazia. Ainda puxando para o grego, embora, como já citado sua origem esteja no Latim, seu prefixo “EX” significa Movimento para fora; posição exterior.

Etimologia a parte, a palavra nos remete a idéia de que excelência é algo que deve ser feito para os outros. No entanto, achamos que somos excelentes quando nos sentimos bem, estamos bem, sem que o exterior ou outrem também se sintam.

Ao vendermos serviços temos que ter em mente que a excelência, não está em nossos números vendidos, mas na satisfação dos usuários em permanecerem conosco. Ao contrário dos produtos que a excelência é comprovada mediante seu gosto e ou funcionamento, o serviço tem a excelência no ser humano que realiza o atendimento e a entrega do serviço.

Diante disso será excelente aquele que conseguir externar a primazia em todas as suas ações. Excelente é ser empático acima de tudo, e ético antes de qualquer coisa. É executar para os outros e ter o reconhecimento como conseqüência.

A Excelência é efêmera, inconstante e relativa. Aos olhos de um ela existirá e de outros ela nunca existiu. Mesmo que se cumpra um único procedimento a várias pessoas e que este seja fiel a sua descrição normativa, qualquer atividade praticada pede a presença da empatia, se a ação não for executada para fora, para o outro, a Excelência jamais será percebida.

Ainda brincando com a etimologia, ser fizermos uma sinonímia abstrata, com palavras iniciadas com “EX”, veremos qual rápida e “para fora” é a Excelência: 

o Ex-esposa/marido: Falta de Excelência,
o Extraordinário: Excesso de Excelência;
o Extra: novidade, itens a mais;
o Expectativa: o que se espera (esperamos sempre ser atendidos com Excelência);
o Espetacular (ES=EX – mesmo som): aquilo que nos surpreende, que é Excelente;
o Expresso: rapidez, diretamente, sem interrupções, imediatamente (Tudo que se espera de um serviço Excelente);
o Expressão: forma comunicativa, verbal, corporal ou oral (não há Excelência sem uma ótima comunicação).

Acredito no poder das palavras, nos seus sons e significados, podemos usar as palavras para nos expressar de forma assertiva e enérgica e com isso gerar sentimentos que se tornarão ações Excelentes. Empatia é a troca sensível de intenções, qual vem sendo suas intenções com seus clientes?

Apenas observar clientes como lucratividade e produtividade, já faz algum tempo, deixou de ser Excelente. Clientes são relacionamentos. Praticar Excelência, é literalmente vê-los pelo lado de fora, ou seja, você pelo lado de fora de sua empresa segurando a porta para eles não saírem de dentro de sua loja.

Mas o que os manterá no lado de dentro será a Excelência de seu atendimento. Os relacionamentos gerados, mimos, atenção, um sorriso fácil e verdadeiro, a satisfação de suas necessidades e a superação de suas expectativas.

Isto já foi lido, escrito e dito por várias pessoas, em vários livros, filmes, etc., somos “Experts” em saber dessa “tão velha novidade”. Mas como diz a Bíblia (religião a parte), “Fé sem ação, é tão insuficiente como a ação sem fé – Tiago 2,26”. Assim se comporta o saber, o nosso cognitivo, saber sem executar não nos torna sabedores.

A Excelência está além dos programas de qualidade. Os mesmo apenas norteiam as atitudes, são normas e especificações. Somente a prática, a utilização destas normas, ou seja, colocá- las para fora do papel, do planejamento e usá-las na execução será capaz de nos fazer ser excelentes.

Entender que a Excelência está nas pessoas, nas suas atitudes em suas práticas diárias e não na marca, nos conceitos e ou nas normas, fará com que seus serviços, seus relacionamentos, seu trabalho se tornem de fato Excelentes.

Não há ambiente que seja Excelente se as pessoas que o compõem não as são. Portanto, a Excelência está no seu poder de fazer seu cliente sorrir verdadeiramente sempre.

Seja Excelente:

1. Se sinta como os outros: Use empatia;
2. Sirva os outros: Faça movimentos para fora;
3. Deixe seu cliente no lado de dentro e vá para o lado de fora: Veja o que acontece no mercado o que estão fazendo e o que ainda não foi feito;
4. Use a Primazia: Identifique características pessoais com profissionais, quem vai vender a sua marca/serviço a compraria?
5. Mostre Superioridade: dê motivos para seus clientes permanecem com você, não por sua marca, brindes ou preço, mas pelo seu poder se encantá-los, somente o atendimento encanta e este está nas mãos de que o executa;
6. Seja assertivo: use a energia e o significado das palavras para gerar sentimentos de fidelidade, cortesia e qualidade em seus clientes;
7. Tenha Especialidade: especifique seu cliente e qualifique seu serviço junto ao mesmo;
8. Venda o que ele jamais comprará de forma enlatada, encaixotada, armazenada: Simpatia, sorriso verdadeiro, harmonia;
9. Externe suas intenções: Seja claro com sua comunicação, não prometa e que não pode cumprir;
10. Seja Excelente: pratique tudo aquilo que aprendeu.
Sucesso e boas vendas.

Autor: Glauberto Laderlac

Publicado em :  FAST JOB


domingo, 19 de julho de 2015

QUEM NASCEU PRIMEIRO : O OVO ( AS VENDAS) OU A GALINHA ( O MERKETING) ?

Este tão célebre questionamento nos rodeia na filosofia, física, antropologia, e ainda, nas mesas de bares e afins. Hoje observamos muitas empresas tentando vender sem um marketing estruturado e empresas fazendo muito marketing sem vender nada. 

Minha visão de as vendas serem o “OVO” é por ele ser o produto da “GALINHA” que é o marketing. Explicar o porque da “GALINHA” ser o marketing, até se torna óbvio. Mas, para quem ainda tem alguma dúvida é só visitar um galinheiro e ver o barulho que a ave faz para pôr seu ovo. Esta história, inclusive, é muito conhecida, quase todos já a vimos em algum lugar. A avestruz coloca um ovo enorme, mas não chega a ser tão popular quanto a galinha, que apesar de um ovo pequeno, em comparação ao da avestruz, faz um grande estardalhaço. 

Dada as explicações, vamos ao paradoxo. Se voltarmos na história, sabemos que as vendas são oriundas da permuta, mas o meu questionamento é: - Era apenas a falta de opção que propiciava à permuta? - Os permutantes não se procuravam para fazer negócio? -Ah, sim eles se procuravam. E se isso ocorria, então ocorria mercado, se há mercado há marketing, afinal marketing é mercadologia. O que não havia, entretanto, era a sapiência disso. Era um processo natural, mas lógico, e em todo processo vale a lei do mais forte, mas ágil, sábio, esperto, rápido, etc. etc. etc. Tão verdade isso que o escambo evoluiu e as coisas começaram a ser vinculadas a valores e daí, como bem sabemos, surgiu a moeda. 

Então achamos a resposta: - A galinha (marketing) nasceu primeiro! 




Na Grécia antiga era natural que as pessoas mais persuasivas e politizadas fossem chamadas de sofistas, denominação vinda de Sócrates. Os sofistas eram exímios oradores e formadores de opinião. Geralmente se infiltravam nas multidões e sobre os discursos de opositores, faziam, já naquela época, uma espécie de buzz marketing, cochichando nos ouvidos dos outros que, aquela peleja era mentirosa, autoritária, promíscua, prepotente, e todos os outros adjetivos que se possa usar contra um adversário político. Está aí, fazia o que hoje temos de novidade no mercado, buzz marketing, mas não sabiam que o faziam. 

Temos no Brasil um caso bem conhecido. Quem já não ouviu falar de David “D’Camelot” (David Camelô). Em suas palestras, o mesmo é redundante em dizer que fazia isso, fazia aquilo, e que depois diziam a ele que, o que fazia se denomina alguma coisa. Ou seja, há conceito para explicar e nomear tudo o que ele fazia e faz, e todos esses nomes são nomenclaturas de marketing. Isso que dizer que, o marketing já estava lá, e suas ações geravam o sucesso nas vendas, apenas só não eram nomeadas. 

Nosso comércio tem forte influência dos árabes que, migraram pra cá e com eles trouxeram seus gritos e mercadorias espalhadas nas ruas. A idéia é ganhar quem gritar mais forte, quem conseguir chamar mais atenção da clientela (Intimidade com Cliente), ou fazer com que as pessoas que ali transitam saibam que ele é o único a vender aquele produto especifico (Liderança de Produto) e dependendo da concorrência, comunicar a todos quem tem o menor preço (Excelência Operacional). Para quem conhece planejamento estratégico, sabe que estamos falando de Balanced Scorecard, a ferramenta mais usada pelas empresas na definição de suas estratégias de negócio. 

Então, venderá melhor quem tiver o melhor marketing, mas somente se (adoro esta máxima da matemática), as ações de marketing propiciarem o aumento, a manutenção, o incremento, a continuidade das VENDAS. Sem vender nenhuma estratégia de marketing manterá sua empresa. 

Afinal marketing no Brasil ainda está muito atrelado à propaganda e esta custa cara. Somente bem abastecido de caixa as empresas podem investir em mídias. E serão as vendas que, logicamente farão o aporte de capital para este investimento. 

É necessário analisar o mercado, definir público alvo, ter especificidade de ação em consonância com seu produto/serviço. Nem mesmo numa guerra, se atira para qualquer lado. Gastar munição pode ser um suicídio anunciado e seu oponente sabe disso e vai lhe coagir a atirar a esmo. Então tenha foco e excelentes atiradores. 

Seja estratégico. Suas ações de marketing precisam ter alinhamento com sua missão e visão. Sua equipe de venda tem que primar pelos valores de sua organização. Suas vendas devem ser oriundas de algum conceito testado e adequado ao seu negócio. 

Por fim, entenda! Galinha (marketing) que não põe Ovo (venda) vai pra panela. Então cuide para não fritar nos negócios. Mire naqueles que exercitam, executam, atendem, recebem seus clientes e entregam o seu serviço ou produto a eles. 

Em todos os exemplos deste texto, vimos que, foi à atitude que fez a venda acontecer, e atitude é virtude humana. 


Publicado em : FAST JOB
Autor: GLAUBERTO LADERLAC