
Normalmente como consumidor, reclamamos do atendimento recebido. Basta um
pequeno erro, uma falta de experiência, um treinamento inadequado ou
simplesmente pouca informação que logo taxamos o prestador do serviço ou o ponto
comercial como sendo um estabelecimento sem qualidade de atendimento.
É a
síndrome do atendimento, porque queremos sempre ter o melhor e cada vez melhor
atendidos. Mas será que somente isto pesa na hora deste relacionamento? Será que
não estamos como consumidor sendo exigentes em demasia?
O outro lado da
moeda nem sempre é consultado. Este lado é o do profissional de vendas, que
muitas vezes fez o máximo para estar frente a frente com os seus clientes e
mesmo assim, não foi o suficiente. São diversas as razões, que vão desde a
inexistência de treinamento por parte da empresa, até pela falta de recursos
próprios para o investimento pessoal, mas mesmo assim, será que ele está
prestando um serviço ruim?
Sempre haverá profissional desqualificado, mas
não serão todos que poderão ter este rótulo. E mais ainda, será que como
consumidor não esteja extrapolando e exigindo um atendimento que não pode ser
feito a não ser que seu custo seja incluído ao produto ou serviço? E será que
quando assim procederem, eu irei
comprar
este produto?
Muitos, inclusive eu consumidor reclamamos de tudo e de
todos porque queremos sempre o melhor para nós e ao recebermos a conta, nos
assustamos. Mas não estou querendo dizer que devemos aceitar atendimento ruim. O
que tento passar é que não devemos ver somente o atendimento, mas o conjunto
todo, inclusive o preço.
Fui comprar um eletrodoméstico numa loja de uma
grande rede. O atendimento feito foi bom, mas o sistema operacional um fracasso,
apesar das desculpas recebidas que a rede estava congestionada. Aqui houve
cumplicidade do profissional e da loja, porque o tempo que perdi para receber um
preço deste produto e quando finalmente o mesmo fora concluído, não tinha
estoque e nem previsão de entrada. O sistema poderia ter avisado que não havia o
produto, sem a perda de tempo de ambos. Como precisava do produto, fui a outra
loja, também de uma rede famosa e recebi um atendimento impecável e rápido; tive
dúvidas e foram resolvidas. Teve preço diferente e recebi um
desconto.
O lema deste profissional era de não deixar cliente algum sair sem comprar e
tinha o aval da empresa.
Tentei questionar o atendimento mas não tive
argumentos porque tudo o que pedia era atendido e com rapidez. Portanto, ao
questionar um atendimento, como consumidor, reveja seus conceitos e passe a
observar outros detalhes antes de condenar à cruz um bom profissional de
vendas.
Por parte das empresas, seus administradores sempre colocarão que
os vendedores têm as melhores ferramentas e que não sabem usá-las. Que
disponibilizam aos clientes catálogos, atendimento via 0800 e que eles não sabem
reconhecer, mas será que estas empresas estão sendo diferentes as
demais?
Aqui a exigência por parte do cliente é ser diferente e ter o que
muitos têm, nos torna iguais e igual por igual, ficaremos, como consumidores,
com aqueles que nos atendem melhor e no caso deste texto, com o vendedor da
segunda loja.
Ser grande é agir como grande; conheço muitos
empreendimentos pequenos, mas suas ações são grandes. Eis a diferença e esta
pode ser facilmente percebida pelos clientes e sem custo algum.
Eu quero
ser atendido como eu gosto e por que você não procede assim? Crie um diferencial
em todo o seu sistema e com certeza muitos clientes da concorrência entrarão em
sua loja querendo ser atendidos, porque perceberam o seu valor agregado de seu
produto, de seu serviço.
Ia esquecendo: após uma semana, este vendedor,
usando o seu celular, ligou perguntando se eu estava satisfeito. Questionei o do
porque usar seu celular e ele disse que a empresa não deixa fazer ligação... nem
todos são perfeitos!
Oscar Schild, um
vendedor.
http://www.grandesvendedores.com.br
Autor: Oscar Marques Schild